2-3
Aos 75 minutos de jogo na Mata Real, o Sporting estava condenado à forca. Perdia por 2-0 com o Paços de Ferreira e o quarto jogo sem vitória na Liga parecia confirmado. Mas de repente, tudo mudou. A expulsão de Nuno Santos na equipa pacense soltou o leão para um ataque furioso e o resultado final não deixa de ser surpreendente: 2-3!
A premissa era clara para os comandados de Domingos Paciência. Só a vitória interessava, sob pena do adeus prematuro a uma luta que os leões ainda consideram pelo título. Mas o que se viu, e se passou, durante 75 minutos foi igual ao que este Sporting tinha mostrado até aqui. Razoável, por vezes, mau noutros momentos e péssimo em alguns.
Portanto, Michel fez o 1-0 para os castores logo aos quatro minutos de jogo e aos 55 iria ampliar para 2-0. O rosto de Domingos assumia contornos familiares, pesados, iguais a todos os outros. Mas este sábado à noite estava escrito: era o primeiro dia do resto da vida do leão. Para isso ajudou Nuno Santos, aos 70 minutos, quando deixou o Paços de Ferreira a jogar com menos uma unidade.
Cresceu o leão e aos 75 minutos chegava ao 1-2, por Izmailov, bem à imagem desta equipa. Num lance confuso, atrapalhado. Mas este Sporting tinha em campo o mais caro dos reforços na história leonina. Elias, aos 78 minutos, trabalhou bem e empatava um jogo que ainda não tinha terminado. Isto porque, aos 83', o avançado de nome complicado, Van Wolfswinkel, descomplicava a vida verde e branca, com um golo à ponta de lança.
No fim, a primeira vitória. Finalmente, terá pensado Domingos e todo o universo leonino.






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